Minha história

foto_minha_historia_01Cresci em família de classe média no bairro de Moema em São Paulo. Sou o mais velho de 4 irmãos. No meu bairro, não havia violência e nem tráfico de drogas. Sempre tive as melhores oportunidades na vida, pude estudar em colégio particular, fazia inglês, estudava piano. Meu pai sempre foi muito presente e preocupado com a nossa educação.
Mas, apesar de tudo, formamos uma turminha de adolescentes de 14 anos e começamos a fumar cigarro escondido durante as tardes, depois da escola. Passamos a pegar um pouco de bebida das garrafas que nossos pais mantinham em casa para beber antes dos bailinhos de fim de semana. Em pouco tempo, meu melhor amigo apareceu com um cigarro de maconha e todos nós fumamos.

Fazíamos tudo em nome do grupo, da curiosidade, da aventura. Acreditávamos ter o controle da situação e em pouco tempo me transformei em um jovem que não aceitava conselhos, questionava a todos, me revoltava com pequenas coisas, gostava de coisas arriscadas e perigosas e isso me fazia sentir melhor, podendo me apresentar malandro destemido perante os meus amigos.

Aos 18 anos, já estava envolvido com cocaína e comecei a vender a droga na escola e no bairro para bancar o meu consumo. Assim, o apartamento onde eu morava, em um condomínio fechado, havia se tornado um ponto de venda de drogas.

foto_minha_historia_02Preocupado e com medo, pensava em uma saída antes que fosse preso ou que algo de pior acontecesse comigo. Durante uma festa de fim de ano na empresa em que trabalhava, ganhei um carro 0Km em um sorteio, no valor de 25 mil reais. Com o dinheiro do carro mudei para Miami nos EUA para tentar me afastar de tudo e de todos.
Ao chegar nos EUA não conhecia ninguém, mal falava inglês e nem imagianava onde conseguir drogas. Então comecei estudar aviação.
Apesar de ter conseguido as licenças para pilotar e muito próximo de iniciar uma carreira, pouco a pouco fui me contaminando com os comportamentos de amigos e sem forças para reagir e me posicinar perante a tudo e a todos, voltei a usar drogas.
foto_minha_historia_03Certa manhã, sem ter dormido naquela noite, sai com a aeronave para uma viagem e sofri um acidente com perda total no avião, perdendo tudo que havia investido.

Passei 7 anos viajando entre o Brasil e os EUA tentando fugir de mim mesmo.
Usei muito LSD (bala), passei a injetar cocaína ao invés de cheirar e me envolvi com heroína.
Por vários anos minha família eu e buscamos ajuda, mas a vontade de usar me dominava e eu roubava as coisas de dentro da minha casa para trocar por drogas. Passava a noite inteira vagando pelo submundo da cidade até desmaiar de tão drogado. Quase sempre acordava em cortiços ou em casas abandonadas na periferia, com seringas espetadas no meu braço sem me lembrar do que tinha acontecido.

Aos 26 anos, descendo a serra de Santos, estava dirigindo bêbado quando perdi o controle do carro. Abandonei o local do acidente para não perder as drogas que carregava comigo e, sem coragem de procurar minha família, passei a viver na rua.

foto_minha_historia_04Morei 6 anos nos casarões abandonados da Cracolândia, fumando crack 24 horas por dia, onde meninos e meninas de 13 anos se prostituíam durante as madrugadas em troca de drogas.
Apanhei muito. Mesmo sem nunca ter aceitado entrar para o crime, tomei tiro de polícia e de traficante, por estar no lugar errado, na hora errada, com gente errada.

No auge da minha “paranóia” passei a viver como um rato dentro dos bueiros para tentar me esconder das pessoas, chegando ao ponto de ficar um ano sem tomar banho, com os pés podres.

Após 25 internações em clínicas psiquiátricas, evangélicas, católicas, budistas, espíritas, terapêuticas e de 12 passos, finalmente consegui deixar as drogas em 2003, após um despertar espiritual que acredito ter sido o começo do caminho de volta.
Passei 2 anos em tratamento com psicólogos, psiquiatras e grupos de ajuda. Ficava a maior parte do tempo deitado no sofá de casa, sob o efeito de medicamentos. Minha família e eu acreditávamos que eu ficaria daquele jeito.

Com o tempo o tratamento foi funcionando e a vontade de voltar para a vida foi crescendo dentro de mim. Cada vez mais eu percebia que podia vencer o meu maior inimigo, que era eu mesmo.
Durante o meu tempo na rua, em um farol que costumava pedir dinheiro, conheci meu filho quando ele já tinha três anos. Fomos apresentados um ao outro em 2005 quando ele estava com dez anos. Neste mesmo ano, aos 37 anos, recomecei a vida e fui estudar.

Hoje já apresentei palestras em mais de 200 multinacionais e 150 escolas.
foto_minha_historia_05Desenvolvo projetos de prevenção para prefeituras e instituições.
Em 2015 serão lançados pela Editora Melhoramentos, dois livros sobre minha história que serão distribuídos em escolas de todo o país.

Já atendi mais de 600 famílias e hoje meu escritório fica no bairro do Butantã em São Paulo.
Em 22 anos de drogas aprendi o que funciona e o que não vai levar a lugar nenhum.
Em 9 anos estudando, aliei vivência à formação acadêmica.
Já encontrei muitas pessoas que sairam das drogas, mas com restrições ou sequelas.
Conheci muitos médicos renomados que nunca experimentaram um droga e tudo o que sabem se resume ao que leram nos livros.

Acredito que fui predestinado a sobreviver e hoje conseguir orientar com excelência a prevenção e o tratamento das drogas e do álcool em todo o Brasil.
Não aceito repetir, preciso inovar.
Não quero fazer o mesmo que os demais. Por este motivo, hoje sou respeitado pelo sucesso que atingimos juntos: empresa, escola e família.

Experiência profissional

Agente de Prevenção – Denarc
Monitor de tratamento – Febract
Bacharel em Teologia e Aconselhamento – Faculdade Batista
Extensão em Clínica da Dependência Química – Unifesp
Pós graduado em Psicopatologia
Especialização em Dependência Química ​​

Depoimentos de pessoas que me conheceram

Caro Fabian, fui seu colega no Gracinha e nunca me esqueço quando Vc. surpreendeu a todos tocando piano como ninguém no meio de uma aula de Educação Física. Tomei conhecimento do seu trabalho hoje, e fico muito feliz pela sua força e dedicação em ajudar os outros depois de tudo que passou. Vou acompanhar de perto o teu maravilhoso trabalho. Conte comigo e vamos em frente!

Fabian, muito obrigada por sua atenção e que Deus continue te abençoando com força e fé para levar adiante este belíssimo trabalho. Pude sentir a verdadeira vontade que você têm em ajudar as pessoas a se libertarem deste mal que vem acorrentando milhares delas. Eu trabalho com diversas empresas e com certeza estarei colaborando com a divulgação do seu trabalho.
Obrigada e um excelente dia!

Luciana / Suzano.

“O senhor é um exemplo para muitos e a esperança de muitas mães, fiquei super emocionada com a tua estória que hoje é vivida em muitas famílias.”
M.W. 17 anos.

“Ontem fui impactada pela sua história…”
H.M. 16 anos

“Mas vi em você alguém que pode me dar a visão daquilo que não entendo
I.G. 15 anos

“Oi Fabian queria te falar que vi sua entrevista no altas horas e as coisas que você falou sobre a maconha me fizeram pensar bastante porque tem uns meses que eu fumo. Queria que você fosse na minha escola dar uma palestra
T.C. 17 anos

Hoje o Sr. Fabian realizou a ultima palestra sobre Alcool e Drogas. Mensagens importantes foram transmitidas pelo Sr. Fabian aos funcionários do Grupo ARMCO. Ao Sr. Fabian, em nome da ARMCO, agradecemos a sua participação neste evento e sua indispensável colaboração nessa jornada de combate a esses males que atingem nossa sociedade, particularmente nossa  juventude. Nossos votos de sucesso nas suas metas pessoais e profissionais.

Gostei muito da sua orientação sobre a condução de uma palestra eficaz sobre Drogas. Tenho uma empresa que presta de serviços de consultoria em treinamento, além de cursos, seminários e palestras. Não me envolvi efetivamente com as drogas tão discutidas atualmente, e por isso não tenho experiência de vida sobre esse assunto. Entretanto, nossa empresa trabalha com um estilo diferente nas abordagens de nossos serviços. Sua orientação fortaleceu nossa ideia sobre palestra. De fato, ela deve ser abordada de modo criativo e personalizado para o público em questão. Pretendo indicar colaboradores para contato com você, quando surgir alguma questão mais delicada.”
Cordialmente,
Elidiane Melo

Olá Fabian,
Talvez vc nem saiba quem sou eu, mas queria dizer que fiquei muito feliz em saber que vc superou seu problemas com as drogas, deu a volta por cima e recuperou sua vida. Você foi o 1° caso de “antes e depois” das drogas que eu vi de perto; morava no seu bairro, tinha amizade com a Paloma e até hoje tenho com o Pablo e nunca vou me esquecer do dia em que fui atender a campainha de casa e você estava quase irreconhecível na porta, todo sujo, enrolado num cobertor como um mendigo… aquilo me chocou tanto… como aquele cara tão lindo que todas as meninas paqueravam, que era descolado, tinha um bar super legal (o Rock`n`roll), estudava e era de boa família tinha chegado àquele ponto?? Eu tive que falar com a Paloma porque eu não acreditava no que eu tinha visto…claro que infelizmente com o passar dos anos acompanhei outros casos, e é fato de que a maioria não conseguiu sair dessa vida, alguns até já se foram…mas queria te dar os parabéns e dizer que admiro o trabalho que você vem fazendo, tenho certeza que esse trabalho vai ajudar muitas famílias e pessoas que assim como você já se sentiram sozinhas e perdidas. Pode contar com minha divulgação! Belíssima iniciativa! 
Abraço,
Angela.

FUNDAÇÂO PARA O REMÉDIO POPULAR – GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
23 de junho de 2012 17:03
Sou funcionária da FURP e pude participar da palestra realizada na semana Cipat. Achei muito interessante a história de superação desse homem, parabéns pelo trabalho.

UNIÃO BRASILEIRA DE VIDROS
22 de agosto de 2012 19:36
Parabéns Fabian, mesmo que o tempo foi curto, comoveu muitos colaboradores. Escutei diversos comentários positivos. Que Deus sempre ilumine seus passos. Abraços Nassar-UBV

Nosso temor era que fosse enterrado como indigente“, diz pai de ex-usuário de crack – Alberto Nacer, pai de Fabian, personagem da reportagem especial de Camila Tuchlinski, desabafa. “Ficamos até aliviados quando soubemos que estava vivo e pedindo dinheiro no farol“, revela.